Esperados mais de três mil agricultores no Príncipe Real
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) espera
cerca de três mil agricultores esta quarta-feira, em Lisboa, na marcha que
entre o Príncipe Real e a Assembleia da República contra a “falta de medidas
governamentais para a resolução dos principais problemas da lavoura nacional”,
os cortes orçamentais “em tudo o que os agricultores mais precisam para
trabalhar e viver” e o “constante agravamento dos impostos”.
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Agricultores querem mudanças na política agrícola em Portugal |
João Dinis, da direcção nacional da CNA, disse à Lusa
que cerca de 50 autocarros deslocam-se a Lisboa a partir das várias delegações
nacionais da confederação. Outros manifestantes rumam à capital “pelos seus
próprios meios”. Estão previstas “formas simbólicas de afirmação dos
agricultores e de denúncia daqueles que, dizendo-se ‘amigos’ dos agricultores
estão é a eliminá-los, sobretudo, os pequenos e médios”, afirmou à agência.
A CNA critica a falta de pagamento pelo Governo às
Organizações de Produtores Pecuários da comparticipação de despesas na ordem
dos 12 milhões de euros com a sanidade animal, referentes a 2012 e 2013, “o que
põe em risco a produção e comércio pecuários e a saúde pública”. Aponta o dedo
à falta de apoio técnico e financeiro ao licenciamento das pequenas e médias
explorações pecuárias, e às novas “imposições fiscais” que, a ser aplicadas,
vão “eliminar milhares de pequenos agricultores”.
A organização, sedeada em Coimbra, volta a contestar
os baixos preços pagos aos produtores, os custos de contexto e a falta de
orçamento público para o combate à prevenção das pragas “que dizimam as
florestas, os pomares, as vinhas e os olivais”. Além disso, está contra a
criação da Bolsa de Terras que, diz, será feita “à custa dos pequenos e médio
agricultores”. Contesta ainda os cortes orçamentais em execução no PRODER,
instrumento comunitário financeiro de apoio ao desenvolvimento rural.
Agência de Notícias
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