"Não prevemos algum tipo de dificuldades ou corte de produção na Autoeuropa"
O Grupo Volkswagen quer fechar, pelo menos, três fábricas na Alemanha e cortar milhares de postos de trabalho. O plano será uma resposta à quebra nas vendas e à concorrência chinesa. A fábrica da Autoeuropa, em Palmela, não deverá ser afetada. Mas segundo alguns especialistas podem existir algumas consequências. Sendo que na Alemanha todas as fábricas "estão em perigo", para José Couto, presidente da Associação dos Fabricantes para a Indústria Automóvel, as empresas ligadas à Autoeuropa irão sofrer com a "baixa da atividade de produção".![]() |
Volkswagen anuncia fecho de fábricas e cortes de salário |
A administração da Volkswagen ainda não confirmou oficialmente os supostos planos de reestruturação da empresa. Mas, de acordo com o principal sindicato de trabalhadores do grupo, na Alemanha, pelo menos três fábricas deverão ser encerradas e as restantes vão ver reduzida a sua dimensão. Milhares de postos de trabalho vão ser eliminados ou suspensos e os salários serão reduzidos em 10 por cento.
Os planos foram comunicados aos trabalhadores, no inicio desta semana, pelo sindicato que garante que a administração está determinada.
Em comunicado, o Grupo Volkswagen não confirma nem desmente. Diz apenas que não entra em especulações acerca de negociações confidenciais com a comissão de trabalhadores. A confirmarem-se os planos, esta será a maior reestruturação da empresa em décadas de história, na Alemanha.
Empresa e sindicato estão de acordo quanto aos problemas que a Volkswagen enfrenta, mas divergem quanto às soluções.
Segundo uma reportagem da SIC, as atuais negociações dizem apenas respeito às fábricas alemãs, por implicarem custos muito superiores aos das fábricas do grupo noutros países.
Não há por isso qualquer indicação de que a fábrica de Palmela possa sofrer qualquer impacto dos eventuais cortes na Alemanha.
"Não prevemos algum tipo de dificuldades ou corte de produção aqui em Palmela", garantiu Rogério Nogueira, Coordenador da Comissão de Trabalhadores VW Autoeuropa, no início de Setembro.
Recentemente, o responsável máximo da Volkswagen já se tinha referido os elevados custos operacionais do grupo, agravados pela concorrência chinesa e a quebra de vendas na Europa.
"Não prevemos algum tipo de dificuldades ou corte de produção aqui em Palmela", garantiu Rogério Nogueira, Coordenador da Comissão de Trabalhadores VW Autoeuropa, no início de Setembro.
Recentemente, o responsável máximo da Volkswagen já se tinha referido os elevados custos operacionais do grupo, agravados pela concorrência chinesa e a quebra de vendas na Europa.
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Medida também pode afetar produtividade em Portugal |
Apesar do fecho e redimensionamento das fábricas ir acontecer na Alemanha, Portugal não está ileso, explica José Couto, até porque sendo Portugal "um país que faz componentes para a indústria automóvel", a "falta de vendas tem um significado em termos de produção" porque "não se podem produzir automóveis para ficarem em armazém".
O presidente da Associação dos Fabricantes para a Indústria Automóvel diz, no entanto, que ainda não se sabe "qual é o impacto que a decisão terá, porque a indústria automóvel portuguesa de componentes produz para a maior parte dos automóveis que são produzidos na Europa" e ainda é preciso perceber qual o peso que esta eventual quebra nos produtos Volkswagen poderão ter na produção global.
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